Médico acompanhando angiografia cerebral em sala de neurorradiologia intervencionista

Neurorradiologia intervencionista

Recebeu um diagnóstico de aneurisma cerebral?

Nem todo aneurisma exige tratamento imediato. Reunimos nesta página informações claras sobre a condição e sobre a embolização, para ajudar você a se tranquilizar e dar o próximo passo com orientação especializada.

Dr. Fabrício Buchdid Cardoso · CRM-SP 108914 · RQE 51243

Quem trata

Dr. Fabrício Buchdid Cardoso, neurorradiologista intervencionista do Instituto Neuron

Dr. Fabrício Buchdid Cardoso

Neurorradiologia Intervencionista e Neurologia

CRM-SP 108914 · RQE 51243

Residência médica em Neurologia pela UNICAMP, formação em Neurorradiologia Intervencionista pelo Instituto ENERI, em Buenos Aires, e mestrado em Neurociências pela FCM-UNICAMP.

Atua no Hospital de Clínicas da UNICAMP e no Hospital Centro Médico de Campinas, com dedicação ao tratamento endovascular de aneurismas cerebrais e de outras doenças vasculares do cérebro.

O essencial

O que você precisa saber sobre aneurismas cerebrais

Um aneurisma cerebral é uma dilatação em um ponto de fragilidade na parede de uma artéria no interior da cabeça. Entender a condição é o primeiro passo para decidir, com orientação médica, o que fazer.

Por que ele preocupa

O risco está no rompimento, que causa hemorragia cerebral (um sangramento em determinada região do cérebro). A gravidade dessa consequência pode variar, mas ela é sempre uma emergência médica.

Dois tipos: sacular e fusiforme

O aneurisma sacular tem um colo, como a parte de um balão de aniversário por onde sopramos. No fusiforme não há colo: todo o segmento da artéria se dilata, num formato que lembra uma banana.

Como ele se forma

As artérias cerebrais são tubos flexíveis que levam oxigênio e glicose às células do cérebro. Quando o tecido que dá sustentação e resistência à parede perde firmeza em um ponto, ali pode surgir a dilatação.

O risco de sangramento

Alguns fatores somados indicam maior chance de sangramento: pressão arterial descontrolada, tabagismo e características do próprio aneurisma. Mulheres têm probabilidade ligeiramente maior de desenvolver aneurismas.

Nem todos os aneurismas requerem tratamento imediato: a decisão é feita caso a caso, considerando tamanho, localização e saúde geral. A supervisão médica permanente, com exames regulares, controle da pressão arterial e interrupção do tabagismo, contribui para reduzir as chances de formação e ruptura.

Como é o tratamento

Embolização, passo a passo

A embolização é um tratamento endovascular: tudo acontece por dentro dos próprios vasos sanguíneos, sem cirurgia aberta.

1

Acesso pela artéria

O procedimento começa por um pequeno orifício em uma artéria: a femoral, na região da virilha, ou a radial, no punho. Não é preciso abrir o crânio.

2

Navegação até o aneurisma

Por esse acesso, cateteres e dispositivos são conduzidos pelos vasos sanguíneos até o local exato onde se encontra o aneurisma, guiados por angiografia em tempo real.

3

Oclusão do aneurisma

Os materiais de embolização preenchem o aneurisma ou redirecionam o fluxo sanguíneo, com o objetivo de excluir a dilatação da circulação.

4

Observação e alta

Transcorrendo tudo bem, o paciente permanece cerca de 48 horas em observação hospitalar antes da alta, com orientações e medicações para seguir em casa.

Angiografia cerebral mostrando a árvore arterial do cérebro em projeção lateral
Angiografia cerebral: o exame de imagem que orienta o diagnóstico e guia o procedimento.
Ilustração do trajeto do cateter da artéria femoral, na virilha, até as artérias do cérebro
Do acesso na virilha até o cérebro: o cateter percorre a aorta e a carótida por dentro das artérias, sem abrir o crânio.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Todo aneurisma cerebral precisa de tratamento?

Não. Nem todos os aneurismas requerem tratamento, e a decisão sobre como abordar cada caso é feita individualmente, considerando fatores como tamanho, localização e saúde geral da pessoa. Muitos aneurismas pequenos são acompanhados com exames regulares, junto do controle de fatores de risco como pressão arterial e tabagismo.

Existe risco durante o tratamento de um aneurisma cerebral?

Todos os procedimentos invasivos são passíveis de riscos, e isso não pode ser desprezado. Todo cuidado é dispendido durante o tratamento e várias técnicas de procedimento são utilizadas para minimizar esses riscos. Converse abertamente com o médico sobre os riscos e benefícios no seu caso.

Após o tratamento, em quanto tempo recebo alta hospitalar?

Quando o procedimento transcorre sem qualquer problema, o paciente permanece por cerca de 48 horas em regime hospitalar após a embolização, em observação, antes de receber alta com as orientações para casa.

Quais cuidados devo ter em casa após a alta?

Use as medicações prescritas pelo médico exatamente da maneira orientada. É importante nunca interromper as medicações nem mudar o horário de uso por conta própria: em caso de dúvida, pergunte antes ao seu médico.

Descobri um aneurisma cerebral por acaso. O que devo fazer?

A maioria dos aneurismas cerebrais é pequena, não causa sintomas e não rompe. Eles são frequentemente descobertos de forma acidental em exames de imagem feitos por outros motivos. O primeiro passo é agendar uma avaliação com um especialista em neurologia vascular, levando seus exames, para definir entre acompanhamento e tratamento.

Atendimento por reembolso

Consulta particular com pedido de reembolso

Após a consulta, é possível solicitar o recibo médico (nota fiscal de serviço) e efetuar o pedido de reembolso junto ao seu plano de saúde, conforme as condições aplicáveis pela operadora.

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Onde atendemos

Hospitais em que o Dr. Fabrício atua

  • Hospital Centro Médico de Campinas
  • Hospital Madre Theodora
  • Hospital Vera Cruz
  • Hospital São Luiz Campinas
  • Hospital de Clínicas da UNICAMP

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